Distorção ou ignorância?
por Ilana Levinson
Hoje em dia, em pleno século XXI, ainda não se deu a devida importância ao trabalho da sustentação psicológica do atleta para a melhoria de seu rendimento desportivo. Sabe-se que esta preparação plena deve respeitar três etapas: o físico, o técnico e o mental valorizando não só as qualidades esportivas do atleta como também cuidando da sua auto-estima e equilíbrio psicológico.
Como reflexo desta distorção é comum os clubes desconsiderarem no momento da contratação de um atleta o seu lado psicológico. Obrigatoriamente são realizados exames médicos e físicos, mas a abordagem psicológica é comumente deixada de lado.
Esta visão imediatista, adotada por muitos dirigentes, ironicamente geram, ou prejuízos no processo de compra e venda dos passes, ou podem inviabilizar performances regulares no desempenho destes atletas.
Em um mundo onde o espírito competitivo é cada vez mais acirrado, onde as novas tecnologias tem o poder de criar o diferencial no desempenho esportivo é imperiosa a aplicação do trabalho psicológico junto aos atletas, valorizando não só o indivíduo como profissional e ser humano, como também construindo caminhos para a vitória.