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As Paraolimpíadas brasileiras
por Ilana Levinson

As paraolimpíadas aconteceram com um grande sucesso dos atletas brasileiros, mas na minha opinião, o maior sucesso é o fato de, nesta olimpíada, existir mais uma categoria de desportistas, os atletas da compaixão, os atletas anjo da guarda.

Acredito que essas denominações não estejam dentro do dicionário desportista, porém foram as mais adequadas para se falar de solidariedade, fidelidade e compaixão, talvez, o verdadeiro espírito de todo atleta.

Dentre as várias imagens veiculadas, as dos corredores cegos, com seus “anjos da guarda”, causaram emoções proveniente de dois caminhos: Um, a garra e a determinação de participar de um mundo que realmente existe, o poder confiar “cegamente” no amor incondicional do outro. E do outro lado, a voluntariedade mesmo sabendo que não basta apenas esforço físico, é imprescindível uma disponibilidade pessoal, uma fé de que pode se fazer uma diferença maior do que qualquer medalha no peito, possa representar.

Nessas paraolimpíadas foi construído um arquivo de imagens extremamente educativos, positivos reafirmando o paradoxo que vivemos, porque não começar a aprender com essas imagens?

 
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