Se exercitando para um ego mais feliz
por Ilana Levinson
Em diversos papéis do dia-a-dia há um esforço na busca de uma adaptação às exigências sociais. Exigências que muito facilmente passam a serem incorporadas e consideradas pessoais.
No que se diz respeito ao corpo físico, a tolerância às exigências não se apresentam de maneira mais amena, o corpo vem sendo submetido de várias formas grosseiras a uma extrema pressão, seja através de dietas alimentares desbalanceadas, pouco calóricas para atividades mentais e físicas, tratamentos de embelezamento agressivos, intervenções cirúrgicas, medicações a base de anfetaminas etc.. Tudo para se manter nesses padrões de exigência, provocando perturbação emocional determinada pela competição que, quando se mostra difícil de ser alcançada o desleixo é tão grande quanto os esforços.
Diversas técnicas corporais são utilizadas em estabelecimentos renomeados com um marketing de ajuda na modificação das formas herdadas, para satisfazer fantasias individuais no intuito de caber no modelito apontado pela moda atual.
Infelizmente esse não era, e não é a intenção dos estudiosos das ciências do movimento humano. Esse movimento em busca dessa perfeição lembra mais uma competição esportiva de alto nível do que a preservação da saúde, na qual a beleza física faz parte.
Na prática desses mesmos exercícios, de maneiras mais lentas, uma movimentação passiva no início do exercício, seguindo os segmentos corporais pela mente, ganha-se uma consciência corporal muito grande, que ajuda num trabalho maior da musculatura com menos desgaste físico e energético. Como também aprende-se a se concentrar naquilo que está sendo realizado e a otimizar o tempo. E ainda, o aumento da auto-estima e a sensação de vazio e insatisfação dissolvidas.
E com um ego mais feliz, a necessidade de estar como manda o figurino social diminuirá. E o estresse cederá gentilmente o seu lugar para o bem estar, a felicidade.