Artigos
 

Expectativas e Frustrações
04 de março de 2005
por Ilana Levinson

Frustração é aquilo que sentimos quando acabamos de saber que ganhamos na loteria, mas o prêmio não é o suficiente para tudo que imaginamos.

A existência da frustração tem início quando formamos uma expectativa em torno de qualquer situação, ou pessoa que convivemos. As expectativas são as grandes vilãs do círculo vicioso que se dá: frustração ---> raiva ---> mágoa ---> culpa.

Normalmente quando nos frustramos sempre culpamos o outro, é difícil identificar o nível de expectativa que formamos previamente. A frustração pode ser de grande ajuda quando nos disponibilizamos em aprender com ela o que fizemos para ocasioná-la. Quando começamos a desenvolver a expectativa.

O autor da frustração e do seu desenvolvimento nunca está no outro. (Geralmente não gosto de usar a palavra "nunca", mas neste caso é admissível), pois está sempre relacionado à fantasia do autor. É estar fora da realidade, sua, do outro e da situação. A realidade nua e crua não é tão emocionante quanto viver uma fantasia. Mal comparando, quando lemos um livro e depois vemos o filme, ficamos frustrados e dizemos que o livro é muito melhor. Óbvio, a criatividade, os pormenores que se pode descrever num livro são infinitos associados à imaginação do leitor não se constitui limites, o que não é a realidade num filme.

A expectativa que formamos com relação a ganhar na loteria é sempre muito alta, ninguém pensa em jogar para ganhar mil reais, é sempre desejado atingir a casa dos milhões. Quando estamos produzindo este tipo de pensamento e se deixando invadir pela expectativa do que faremos com os milhões, qualquer cem mil reais é frustrante. Se avaliarmos, na realidade, cem mil é muito bom e é suficiente para muitos planos, mas deixam de serem festejados plenamente, pela emoção da frustração que toma conta, pela expectativa formada anteriormente.

 
Voltar