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A conquista da sorte
25 de novembro de 2004
por Ilana Levinson

A sorte por mais que ela venha e que estejamos abertos a retê-la, e usufruir dela, para mantê-la precisa-se mais do que sorte.

Muitas pessoas ganham prêmios em dinheiro ou oportunidades de/no trabalho, a namorada dos sonhos ou o príncipe encantado, enfim, qualquer conquista que no início possa vir a causar inveja ao outro e que para você foi uma “sorte”, mas senão usar a inteligência racional e emocional, não estar atento e comprometido em manter o seu prêmio, ele desaparecerá do mesmo jeito “impressionante” que veio e deixará cicatrizes.

Existem estudos de pessoas que já ganharam na loteria e que depois de alguns anos, perderam tudo e mais um pouco, pessoas que ganham numa rodada de bingo e, na mesma noite da vitória, conhecem a derrota. Pode-se chamar de sorte esses altos e baixos?

Não, não podemos chamar de sorte uma vitória, seguida de uma derrota, o que devemos ter em mente é que o conceito de sorte vai muito além de uma vitória em um jogo ou até mesmo num relacionamento.

Podemos entender como sorte, uma força que determina ou regula o que acontece, que traz felicidade, fortuna, boa estrela, mas sorte mesmo é fazer isso perdurar, ou seja, sustentar o “acaso” tornando ele parte constante de sua vida, mas se você não sabe conter suas excitações diante da sorte e se deixa levar pela sedução do externo, acaba com uma vitória, precedida de uma derrota.

Manter-se muito consciente dos seus limites, das suas metas e ficar no momento presente, se responsabilizar pelo que lhe acontece, pelo que se apresenta, você não estará à mercê da sorte mas sim conquistando-a.

 
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