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O prejuízo da desvalorização
por Ilana Levinson

Aumenta o número de Jovens adultos com mais de 25 anos que permanecem morando com seus pais, não se preocupando em construir sua maturidade e individualidade ou uma família. Seria isso comodismo, ou uma mera sedução materna?

Fatos como: o carinho da mãe, a comidinha pronta e as roupas lavadas e passadas fazem com que os homens, mais do que as mulheres, não tenham nenhum interesse em se arriscar sozinhos ou até mesmo acompanhados, por falta de garantia de permanência ou de bons tratos, pelo menos é isso que é dito.

Outro ponto é a preferência em como investir o seu dinheiro, ou seja, muitos preferem, roupas, academia, tratamentos corporais, viagens, carros zero quilômetro, à responsabilidade de manter um apartamento, supermercado e demais despesas domésticas.

Nos aprofundando na nova forma cultural de viver hoje, vemos que os valores atuais são muito pouco sólidos e auto sustentáveis, por isso a “falta de garantia”; as tradições familiares, o respeito à vida, à sabedoria dos mais velhos, não têm a mesma importância e valorização de 50 anos atras, não se vê filho pedindo “benção” ao pai e a mãe. A insegurança no trabalho, o ser substituível, mesmo sendo eficiente, por razões que fogem ao próprio controle, contribui para essa “ falta de garantia” no apostar no futuro.

A instituição do casamento se tornou, juntamente com outros valores, descartável, onde o importante é o imediato, a paciência e a tolerância não fazem parte do dia-a-dia da construção para um relacionamento sólido.

O imediato é perecível, te encanta, te fascina, mas é por pouco tempo, como o corpinho de verão, o relacionamento de hoje – não se sabe se amanhã continua – , o flerte pela internet – não se sabe a veracidade da outra pessoa. Com isso a insegurança e a falta de um pensamento mais tradicional na busca de uma solidez para um futuro se faz difícil. E sem dúvida nenhuma, o conhecido é o mais seguro, e a casa da mamãe é uma âncora em lugar bem sólido, “pleno de garantias”.
 
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