O
amor de mãe pode se tornar vilão: Atenção!
por Ilana Levinson
O
amor de mãe é muito poderoso, nos inunda de
tal forma que se não tivermos consciência, permaneceremos
e repetiremos esse modelo o resto de nossas vidas.
Primeiro
buscamos a pessoa "certa" que responderá
a um modelito, às necessidades aprendidas, de como
amar e como ser amado, repetiremos esse modelo ao longo dos
vários relacionamentos que formamos seja com amigos,
companheiros ou até mesmo com o animal de estimação,
sem se esquecer da relação de posse com os objetos.
Se
a pessoa é do sexo feminino, vai gostar de agarrar
o seu namorado e "tomar conta dele", como sua mãe
fez com você, buscando agradá-lo, fazer por ele
e fazer com ele e é lógico, sem se esquecer
do "grude", da mesma forma como mamãe fazia
com você. E já do sexo masculino, na maioria
das vezes, assumem uma postura de serem cuidados, de se acomodarem,
deixando que façam para você e por você
e sem perceber a forma da relação, estarão
"mamando" nas tetas da namorada, dando espaço
e pedindo: "Cuide de mim!", e não vamos nos
esquecer das pirraças, elas existiam antes e existirão
agora também, de forma equivalente, causando conflitos
que uma mãe aceita, mas a namorada não.
Nesse
tipo de relação, o formato antigo impera, onde
com o tempo o homem e a mulher darão lugar a uma relação
assexuada, uma relação muitas vezes, afetiva,
carinhosa, dedicada, disponível mas imatura, insegura,
desconfiada e possessiva gerando alegrias e sofrimentos, para
ambos os personagens, um amor que vem do outro, de fora, onde
a individualidade não é reconhecida, não
existe um desenvolvimento e amadurecimento da verdadeira intimidade
consigo mesmo, gerando um amor próprio, que se dá
suporte, auto confiança e podendo dar lugar a um verdadeiro
amor, sem posse.