Mais
um componente da sua personalidade: A ansiedade
por Ilana Levinson
Em
tempos modernos, o ator Charles Chaplim, desenvolve uma determinada
atividade constante em uma fábrica, ao término
do expediente, continua agindo como se estivesse ainda em
seu ambiente de trabalho.
O
filme pode ser comparado aos nossos dias, aos nossos tempos
modernos, onde não nos damos conta do estado de ansiedade
que nos colocamos, a ponto de desencadearmos o famoso estresse,
não tendo tempo de parar e pensar em agir, reagindo
à demandas que nos impingimos na ânsia de agradar,
não errar, mandar bem, ser melhor, ter um diferencial.
Estamos tão condicionados a repetir determinados movimentos,
falas e ações, que não nos permitimos
analisar se aquela atividade, a prática ansiosa, está
nos fazendo bem.
Bancos,
faculdades, empresas de telefonia sempre estão à
frente do seu tempo, algumas vezes chegam a exigir que o seu
dia tenha até 30 horas, fato cronologicamente impossível,
não deixando que você viva o seu momento de repouso
ou lazer. Todos os minutos são destinados à
prática de atividade de trabalho, culturalização,
e a manutenção da massa muscular, conduzindo-o
a um futuro constante e a uma prática de ansiedade
compulsiva, pois nos dias de hoje, o hábito de estar
com um pé no futuro faz parte da forma de se pensar.
O
estado de ansiedade interfere no humor, na cognição,
no físico e no sistema motor. No humor vamos nos deparar
com momentos que variam de uma tristeza profunda a uma alegria
exacerbada. Na cognição dificuldade no aprendizado
da vida como um todo, falta de concentração,
em nosso físico vamos perceber, o suor, boca seca,
dificuldade respiratória e alterações
hormonais, diferente do sistema motor onde encontramos inquietação
celular, sustos exagerados e hiperatividade. Sintomas que
não escolhem idade nem sexo, que estão presentes
na forma de pensar educar e exigir em nosso tempo moderno.